< 15.7.05>

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que dizer mais?

<04:05 || >



< 12.4.05>

Tudo passa

Tanto o bom como o mau. Tudo passa. A vida faz-se de momentos. Momentos em que rimos, momentos em que choramos. Momentos em que acreditamos e momentos em que nada há que nos faça acreditar. É assim. Não é uma tragédia nem uma felicidade, apenas a vida que nos calha com os seus momentos próprios. Prefiro pensar que, mesmo o que acaba tem uma razão de ser, que não é forçosamente mau mas apenas a continuação da naturalidade com que começou. Assim acontece com este blog, que me diz agora ser tempo de o deixar terminar, de o deixar desvanecer no tempo, como algo que teve um princípio e que agora tem um fim.
Deixo ficar os excertos das histórias que saíram no livro. Guardo as restantes, que remeto para a gaveta de onde talvez nunca devessem ter saído. São histórias, apenas palavras encadeadas. Algumas deram-me muito prazer a escrever, outras desesperaram-me. E agora cansei-me de as publicar. Agora o ciclo encerra-se e todas as minhas palavras regressam a um imenso silêncio que as abraça e protege.
Não posso partir sem vos agradecer, a todos os que por aqui passaram. As vossas visitas, os vossos comentários, a vossa presença ajudou-me muito a manter estes longos meses de Homem Banal.
E agora, podem vocês perguntar: e o Homem Banal, o que será desse personagem? Talvez eu seja um sonhador. Vamos acreditar que o Homem Banal encontrou o amor, a felicidade, uma razão maior para a sua vida. Vamos acreditar que anda entre nós, anónimo, discreto como só ele sabe ser, contido também, circunspecto com as palavras, mas feliz. Imensamente feliz. Para sempre feliz.

FIM

<17:19 || >



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Os dias de um homem banal

por Carlos Geadas

Os dias de um homem banal

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